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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.

francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.


24.09.14

Preciso de sentir-me vivo

escrever não é um sacrifício

uma obrigação

mas preciso

sentir-me vivo

às vezes triste

às vezes muito triste

às vezes alegre...

às vezes... muito pouco alegre

mas preciso de sentir-me vivo

e mesmo que amanhã seja o dia mais triste da minha vida

vou... vou escrever

amanhã vou contemplar a noite tal como o faço todas as noites

amanhã vou fumar o meu último cigarro do dia ao jardim

como o faço todas as noites

esteja triste ou alegre

muito triste

ou... ou desiludido comigo por não ser capaz de...

sentir-me vivo

por não ser capaz de escrever.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014


22.09.14

Este pano azul cansado

deitado sobre o teu corpo

acariciando a tua pele de luar

que a madrugada fez esconder

este pano... que o piano amar acorrenta

este sofrer...

a saudade do mar

entranhada nos meus lábios,

 

Este pano azul...

que o silêncio consegue desenhar no teu sorriso

o morrer

sabendo que todas as flores deixaram de brincar

a tua mão vazia

como o rio que desce a montanha

a tua mão entrelaçada nas sombras da paixão

que o pano azul escreveu numa noite de loucura...

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014


07.09.14

O homem das sete cabeças dentro do teu corpo,

prisioneiro nas tuas veias,

enrolado em fios de seda...

 

Um anónimo duplicado,

sem voz,

sem medo...

em pecado,

 

O homem que se veste de sofrimento,

e se olha no espelho da dor,

caem-lhe as folhas caducas dos cinzentos cabelos,

e espera pelo vento...

na ponta dos dedos,

sem voz,

sem medo...

em pecado,

 

E o anónimo duplicado... não sente a cor do mar que brinca nos seus braços!

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 7 de Setembro de 2014

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