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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.

francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.


28.04.16

O vento que passa

E leva com ele a madrugada

O peso das árvores sobre o sorriso da solidão

Um livro assa

Na fogueira do teu coração

Quando a manhã acorda cansada,

 

O vento que passa

E traz a mim a insónia dos corredores

Preciso de espaço para saborear o beijo

E libertar-me da maça

Que lapida os meus ossos como flores

E me leva o desejo,

 

O vento que passa

E transforma a liberdade em melancolia

O sorriso da fera acorrentada

E se enlaça

No acordar do dia

Como uma montanha apressada…

 

Francisco Luís Fontinha

quinta-feira, 28 de Abril de 2016


23.02.14

foto de: A&M ART and Photos

 

O dia termina inventando sonhos para a noite que se avizinha

o livro de poesia fecha-se dentro da gaveta do armário

o dia já era

foi

partiu... partiu sem saber o significado da palavra AMOR

não sabe que a saudade habita no edifício da insónia

um triste quinto andar sem janelas

mas... mas pelo olfacto dir-te-ei que temos perto de nós o mar

e as marés de Inverno

e as amarras do inferno...

dentro do dia terminado

do dia... suicidado.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Domingo, 23 de Fevereiro de 2014


07.06.12



o meu coração vazio
como uma sala em ruínas
com muitas janelas
sem vidros
o meu coração vazio
com muitas portas
sem saída
em ruínas

deserto o dia
deserta a noite e o amor
com muitas janelas
com muitas portas
sem vidros
sem flores
sem cores
sem saída


01.06.12


deixei de ter tempo
vontade
alimento
deixei de ter os dias ao acordar
e as noites
quase sempre
eternamente
o inferno

ao deitar

deixei
as minhas mãos num calendário de parede
ao deitar
o inferno
alimento
vontade
de partir e deixar o mar
dormir no meu olhar
ao deitar
quase sempre
eternamente

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