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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.



Sexta-feira, 22.10.21

Pequenina palavra para escrever

Descíamos a calçada

Em direcção ao silêncio; em cada jardim,

Uma madrugada,

Ou uma sílaba prisioneira a mim.

 

Desenhávamos o beijo

Entre as sombras do amanhecer,

Procurávamos no desejo,

O desejo de viver,

 

Ou o desejo de vencer.

Tínhamos na mão

Uma pequenina palavra para escrever,

 

Poesia que envelhecia e não queria morrer.

Tínhamos no coração

O desejo de correr.

 

 

Francisco Luís Fontinha

Alijó, 22/10/2021

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por francisco luís fontinha às 19:04



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