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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.

francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.


21.06.14

Diga-me Senhora, qual é a cor do seu perfume!

Que odor é este, que sabor tem na sua boca,

a lume, ciume,

diga-me Senhora,

de que sanzala é oriunda,

e louca,

que loucura habita no seu olhar,

será ternura?

Será... será o verbo amar...

Ai minha Senhora,

que cansaço desenhar nos seus lábios a mandíbula adormecida,

tão linda, tão... tão querida,

 

Diga-me Senhora, qual é a cor do seu silêncio!

 

Que palavras são estas que vagueiam no seu corpo desnudo,

que seios são esses, de algodão, que se transformam em poesia,

quando da noite vem o homem mudo,

e se veste de alegria,

 

Diga-me Senhora, qual é a cor do seu silêncio!

 

Ai Senhora, como são lindos os seus beijos,

como são belas as suas coxas de madrugada,

minha Senhora, diga-me... diga-me como é viver no seu peito...

porque eu, eu não tenho jeito...

porque eu, eu sou uma jangada,

perdido nos Oceanos desejos,

 

Diga-me Senhora, qual é a cor do seu silêncio!

 

Que tempestade é esta, que força me puxa para os seus braços...

diga-me, diga-me por favor...

diga-me como são os seus anseios, e se existe em si uma janela por abrir,

diga-me Senhora, diga-me quem é o usufrutuário do seu amor,

e de que cor,

e o odor,

dos seus abraços,

… em... em flor.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 21 de Junho de 2014

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