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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.

francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.


19.06.19

Os teus olhos são o poema.

O poema escrito nos teus lábios de amêndoa,

Quando cai a madrugada,

E a geada,

Engorda,

Não aguenta,

O beijo feitiço,

Da tua boca envergonhada.

Os teus olhos são o poema.

O poema inventado numa noite de tristeza,

Fico triste eu,

Ficas triste tu…

Porque o luar,

Junto ao mar…

Deixou de nos pertencer.

Grito,

Escrevo,

Escrever,

Que quando te vejo,

Tremo,

Fujo,

Adormeço.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

19-06-2019


14.01.14

foto de: A&M ART and Photos

 

A mágica sílaba louca

da ardósia tua boca

desenhando

escrevendo

construindo palavras nas pálpebras do sono,

 

A mágica sílaba louca

correndo à fonte a água pouca

saltitando

sonhando

as madrugadas de veludo em seu tão distinto trono,

 

A mágica sílaba louca

como nunca ninguém a viu nas manhãs sem touca

humedecendo

comendo

os censurados cobertores do absorto mono...

 

A mágica sílaba louca

sabendo que terminaram todas as rimas do silêncio em poupa

a cabeça dançando

e os braços... e os braços abraçando

as insígnias maleitas do desejo nono.

 

 

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014


15.10.13

Se os olhos são a tua boca

e os teus lábios o leme dos meus beijos

se o orvalho é o cais do teu cabelo

quando nele atracam esferas de desejo...

suspensas sobre as sílabas das tuas coxas...

oiço a tua voz nas conversas de solidão

sobre um divã magoado pelo teu peso de vidro

se os teus olhos são a tua boca

deixa-me ser o teu marinheiro como se tu fosses um barco atracado no meu coração

é madrugada

tu percebes as tristezas dos elefantes quando o capim se transforma em chuva

miudinha

e as poças de lama chamam-te de amor

e tu

amas-las como amas as minhas tristes palavras...

 

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha

Terça-feira, 15 de Outubro de 2013


05.01.13

A todas as palavras frágeis

que desenhei na tua boca

quero-as de volta à minha mão deserta

morta

 

confusa porque o meu coração

sente o silêncio das rochas mergulhadas no mar

um peito arde e esfumaça-se na lareira da saudade

como todas as flores que viviam nos jardins da Babilónia

 

arderam morreram simplesmente subiram aos céus

e encontraram

morta

A todas as palavras frágeis

 

que desenhei na tua boca

a louca

porta

que se esconde nos teus abraços lilases

 

poucas

como as jangadas que se suicidam no lago da amoreira

troncos finos de árvores cansadas

tombam

 

incham

e em ais sobejam dos lábios em poesia

sentia que sinto ainda as palavras poucas

nas frágeis manhãs de Primavera.

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha

Alijó

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