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francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.

francisco luís fontinha

Nunca vi o mar, A minha mãe sonâmbula nas noites de cacimbo desenhava o mar no teto da alcofa, um círculo com olhos verdes e sorrisos e cheiros que aprendi a distinguir antes de adormecer, e eu, e eu... francisco luís fontinha.


02.10.22

Pego neste cigarro que brevemente se vai extinguir nas minhas mãos;

Como tudo o que me pertence, deixa de me pertencer…

E extingue-se nas minhas mãos.

As palavras morrem.

As imagens que habitam em mim,

Morrem ou ficam amuadas como uma criança mimada,

Se toco numa árvore, morre.

Se toco em alguém… fica doente e morre,

E até estes livros que me pertencem…

Todos eles, mortos.

Morreram as imagens da minha infância,

Morreram as fotografias da minha infância…

Morreram as minhas flores,

E todos os meus brinquedos…

E até o meu grande amigo “chapelhudo” morreu

Numa tarde qualquer, em Luanda.

Morreram todos os barcos da minha infância,

Morreram as gaivotas da minha infância…

… e pego neste cigarro que brevemente se vai extinguir nas minhas mãos,

Sabendo que também ele será a morte.

Morreu o avô Domingos.

Morreu o meu pai.

Morreu a minha mãe.

E até a merda dos machimbombos morreram…

E hoje não passam de sucata.

Como eu.

Sucata amarrotada sentado num jardim invisível.

 

 

 

Alijó, 2/10/2022

Francisco Luís Fontinha


01.08.14

Tenho no meu peito um fóssil,

uma lâmina de aço laminado,

tenho no meu peito uma cidade, uma mulher que habita nessa cidade, uma lâmina...

que me estrangula, que me absorve,

e engole,

nas noites de Sexta-feira...

 

Há um triste olhar que me acompanha desde as ruas de Luanda,

olhava as sanzalas, inventava grãos de areia no Mussulo,

desenhava peixes nos machimbombos com coração de granito,

ouvia, às vezes, um grito...

e engole,

nas noites de Sexta-feira,

 

Há um apito quando oiço a voz do silêncio,

uma criança com mãos de sisal,

deitada na eira de Carvalhais,

tenho no meu peito um fóssil,

um lâmina de aço laminado,

uma luz esculpida na calçada do abismo...

havia entre nós um muro amarelo,

havia ao longe um rio embriagado,

eu, eu sorria,

eu, eu descia... até que os tentáculos do desejo me levavam,

e quando regressava,

o apito... apitava...

 

O vício vomitava sílabas com sabor a alumínio,

e eu, eu dançava sobre uma nuvem de nada,

que me estrangulava, que me absorvia,

e engolia,

nas noites de Sexta-feira...

… e percebia o significado de liberdade.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014


25.03.14

Aqui vou procurando as sílabas perdidas em ti,

aqui abraço o cansaço dos teus lábios,

aqui adormeço, aqui... aqui habito como um sonâmbulo embriagado,

uns dias olho o luar, outros... outros apetece-me chorar,

aqui não há mar,

gaivotas,

cacilheiros travestidos de neblina,

aqui, eu, percorro as cinzas do teu olhar,

e sonho, e penso, e quero partir como partem as andorinhas depois do término da Primavera,

aqui me esqueço, aqui...

aqui fundeio o meu cadáver de pano,

e grito, Aqui... Aqui a vida é um engano,

 

Aqui me amanho como um rebanho de desejo,

escondo-me na montanha do adeus, e nada, e nada,

aqui tenho livros que não quero ler,

odeio as palavras, odeio o querer...

querer que não tendo vou ter,

o quê?

 

Que aqui vou procurando as sílabas perdidas em ti,

os jardins sem flores,

as nuvens tão negras, tão negras... que é sempre noite,

sempre... sempre noite,

aqui não há Cais do Sodré,

machimbombos, mangueiras... papagaios em papel colorido,

aqui me enforco, aqui habito imaginando que tenho ossos, que tenho vida...

tecto com estrelas em chita, aqui... aqui nada me excita,

nem as palavras, nem as imagens das fotografias assassinadas,

aqui não há madrugada,

amanhecer,

aqui, aqui apenas existe dor, aqui, aqui apenas existe... engano.

 

 

Francisco Luís Fontinha – Alijó

Terça-feira, 25 de Março de 2014


07.12.13

foto de: A&M ART and Photos

 

um dia perceberás os quês

e os porquês...

… os porquês das minhas correntes de aço

e os quês...

os quês das minhas tristes mãos de papel celofane

um dia saberás que todas estas palavras nunca existiram

que eu não existo e sou apenas uma invisível mulher filha da madrugada

um dia

quem sabe

perceberás os meus quês e os teus

dela

porquês das sílabas tontas quando embriagadas nas nocturnas viagens ao infinito

um dia saberás que fui sempre um covarde de merda

correndo aprisionado a um maldito barco enferrujado

um gajo doido... que sonha com telhados em zinco

(vê tu meu amor... telhados em zinco)

palhotas

mangueiras

bananeiras...

pai... o que são machimbombos?

isso não existe

porquês

os quês

como borboletas nas tuas calças de tecido engomado...

saíamos das cabeças com cobertura de chocolate

tínhamos os dedos entrelaçados

e os quês

porquês

não sabiam

nós não sabíamos que os homens eram em granito

e os olhos construídos de sombras tempestades de aveia

aveia, pai?

querias tu escrever... areia

quero eu escrever

meu filho

aveia... aveia límpida em sexos murchos depois do cacimbo abalar...

um dia perceberás os quês

e os porquês...

e o que faço eu aqui

esperando o teu insípido regresso

os quês

e o amanhecer dos teus porquês...

um dia perceberás que as nuvens são de algodão

e as nádegas

nádegas, pai?

não, não meu filho...

que os livros são de palavras loucas

que procuram loucas bocas e apaixonados lábios...

(eu um homem em fuga

da paixão

do regresso dos quês...

e dos quês... dos porquês...

eu

um homem apaixonado com medo dele

ele... o covarde de merda

de pedra e com olhos de sombras tempestades de aveia)

 

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

Sábado, 7 de Dezembro de 2013


16.10.13

foto de: A&M ART and Photos

 

Este corpo não é o teu, esses olhos com que iluminas as noites cansadas na solidão da insónia... não são os teus, essa boca, e esses lábios, não te pertencem, não é a tua boca, não são os teus lábios, as noites com que embrulhas as palavras, não o são, as tuas pobres noites embriagadas com sofrimento e dor, e a vida que vives, também não te pertence, não és nada, apenas uma imagem deixada num banco em madeira, sentas-te na penumbra, olhas-me sabendo que eu não te vejo, porque tu não existes, porque tu nunca exististe, és uma mentira pregada numa cruz metálica, foste crucificada quando as nuvens ainda eram nuvens e hoje, como tu

Não são nada,

Esse corpo que estampas nos meus olhos não é o teu corpo, e os seios que trazes no peito... são apenas tangerinas perdidas nos muros de xisto enroladas em socalcos, abelhas e pedaços de pólen, não são nada, e tudo em ti, apenas janelas de cansaço com cortinados de algas com perfume de mendicidade, gostava de ser como tu, invisível, transparente, gostava de pertencer às pedras com películas mergulhadas em sais de prata, gostava de ser uma fotografia tua,

Não são nada,

No sorriso da lua, esse corpo pertence-te?

Como tu, o xisto esfarela-se e voa sobre os limos das volúpias ensanguentada que os mabecos deixam ficar sobre os charcos da infância, saltar à corda, jogar à bola, ao espeto... partir vidros por falta de pontaria, rir, brincar, chegar ao espelho e não acreditar que já não pertences aos corpos verdadeiros, em carne, ossos, palpáveis, comestíveis, corpos como aqueles que vivem nos edifícios das cidades dos machimbombos envenenados pelas tempestades de verniz que sobejaram das tuas unhas, como tu, o xisto esfarela-se e voa sobre os limos das volúpias ensanguentada que os mabecos deixam ficar sobre os charcos da infância, o livro de ti apaga-se, esconde-se dentro de gaveta da cómoda, sobre a mesa-de-cabeceira deixavas ficar as tuas pulseiras, os anéis... e outras tantas bugigangas, e as tatuagens que trazes no teu ombro esquerdo, hoje

No sorriso da lua, esse corpo pertence-te?

Hoje parecem cromos dispersos dentro de uma caderneta inacabada, extinta, húmida quando entra-nos pela janela o jardineiro, o frio, e os arbustos da despedida, depois ouvimos o rio, o rio com braços, pernas, púbis e coxas, e mandíbulas em aço inoxidável,

Ferro forjado,

Enferrujado e velho, as cordas dos tentáculos de vidro invadem o teu corpo, e dizem-me que...

Esse corpo não é o dela,

E dizem-me...

Ferro forjado, ferro e ferro, ferro do bom, ferro verdadeiro, corpo molhado sobre os lençóis da despedida em arbustos de lágrimas, o apito do teu vazio peito, o uivo do teu lento olhar, a bandeira dos teus alegres cabelos... e mesmo assim

Tu nunca exististe,

E mesmo assim...

Gosto de ti, gostava de ti, não o sei... talvez, amanhã, ou

Ontem?

Porquê ontem?

Tu nunca exististe,

E mesmo assim...

Gosto de ti, gostava de ti, não o sei... talvez, amanhã, ou

Ontem?

E nunca sei quando é Domingo, e nunca percebo porque acreditam as rosas nas folhas do teu livro... e ainda lá dormem, e depois

Ontem?

Dizias-me que esse corpo não era o teu, que não, pois as montanhas não falam e os pássaros não são barcos e as sanzalas não são tardes de melancolia, e o musseque não é a Primavera, o Outono...

Gosto de ti, gostava de ti, não o sei... talvez, amanhã, ou

Não falas, e dizes-me que esse

Corpo?

Não, não... e dizes-me que as minhas mãos são de pergaminho.

 

 

(não Revisto – Ficção)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó

Quarta-feira, 16 de Outubro de 203


28.07.13

foto de: A&M ART and Photos

 

Esquilos, nozes em vozes, mamilos denegridos, absortos, lábios lânguidos, corpos absolutamente sós, como eles, e como nós, os vizinhos quando lhe batiam à porta em maciça madeira, ele, ainda embriagado pela poesia não escrita, escondia-se, fazia-se... morria, não percebendo depois, que tudo era a fingir, acordava, voltava a dormir, deixou de sorrir, deixou de viver, não queria passear-se pelas cansadas margens de um doente rio, vivia-se, e ia-se vivendo, não sabendo, nunca, o horário penumbro das amendoeiras em flor,

Descia-se,

Subia-se,

E chorava-se,

Esquilos vaidosos roendo nozes de brincar, fantasia, histórias ao almoçar, sobre uma pequena mesa, de pedra, no quintal, uma árvore e um pássaro, preto, bico amarelo,

Melro?

Melro, talvez, porque não?

Inchados, os pilares de areia que seguram as amarras das tristes varandas com murchas flores, ao longe, a praia, o silêncio, o corredio de machimbombos vomitando sonhos adormecidos entre o Baleizão e o Mussulo, batiam-me à maciça madeira porta, eu, eu escondia-me, ou simplesmente berrava

Não estou em casa, hoje,

E eles, elas, acreditavam..., tão parvos, e continuava fingindo dormir, quando na verdade, eu, eu estava morto, desde criança, morri, recordo-me vagamente, tinha alguns poucos, não muitos, seis anos de vida, lembro-me como se fosse hoje, era Setembro, brevemente começavam as vindimas

O que são vindimas, pai?

É o apanhar das uvas...

Uvas, o que vão uvas, pai?

Não percebia que as videiras

Pai, sim filho, o que são videiras?

Não percebia que as videiras davam uvas, que existiam cachos, e lembro-me como se fosse hoje, era Setembro, quase, quase começavam as vindimas, e lembro-me, morri, depois, embrulharam-me num lençol de água salgada, permaneci assim cerca de vinte e oito dias, era Outubro, caiam as folhas das árvores, e eu, eu perguntava-me porque caiam as folhas das árvores,

O que são vindimas, pai?

É o apanhar das uvas...

Uvas, o que vão uvas, pai?

Não percebia que as videiras

Pai, sim filho, o que são videiras?

E pela primeira e última vez, eu, eu tive vergonha de perguntar ao meu pai

Pai, porque caem as folhas das árvores?

Eu tive vergonha de perguntar ao meu pai se esta terra era para sempre ou apenas para eu brincar, e começaram as chuvas, e o frio, a geada e a neve, e eu, eu morto, fui ficando, fui ficando... embrulhado num lençol de água salgada.

 

(não revisto)

@Francisco Luís Fontinha – Alijó


26.12.12

Insisto, desistes facilmente como se fosses a chuva miudinha dos finais de tarde em Belém, e nunca percebi, senti, sem ti, perceber

Porque me perseguias entre sombras e canaviais que escondem a cidade, porque me perseguias, sem perceber, sem ti e sinto, hoje, não propriamente hoje, ontem talvez, às vezes esqueço-me que já morri, defecado dentro dos orifícios das lilases masmorras de granito, sentavas-te e acorrentavas-te aos candeeiros encardidos, velhos, ontem, hoje não

Perceber, sem ti, sentir-te dentro dos meus olhos cabisbaixos, amorfos, fabricando euros clandestinos num barracão da Madragoa, e entortavas-te com a vestimenta disfarçada de gaja Espanhola, made in China, perceber

Hoje não, desculpa-me,

E entortavas-te nos lençóis embebidos em vodka, senti, sem ti

Hoje não, desculpa-me,

Sem ti e sinto, hoje, não propriamente hoje, ontem talvez, às vezes esqueço-me que já morri, defecado dentro dos orifícios das lilases masmorras de granito, os sexos murchos como as palmeiras da Baía de Luanda, quando o vento, as levava, e eu

Sentavas-te, sem ti, senti, sentavas-te a olhar o mar, e esperavas, pelo regresso das palmeiras, algumas regressavam, outras morriam, e outras

E entortavas-te nos lençóis embebidos em vodka, senti, sem ti

Libertavam-se das manhas de cacimbo, e o capim mergulhava nas tuas coxas de linho, o cortinado tremia, sentavas-te

Sentia-te,

Sentavas-te nos rochedos que as nádegas, e entortavas-te nos lençóis embebidos em vodka, senti, sem ti a paixão dos homens que se suicidavam dentro dos cubos de vidro, e sentavas-te nos rochedos que as nádegas de manteiga desenham nos espaços vazios da areia das parais do Mussulo, caraças

Sentavas-te e sentavas-te e sentia-te

Regressavam os barcos nocturnos das viagens sem regresso, perdias-te nas caves escondidas dos porões esfomeados que a saliva do desejo traçava nas paredes murmuradas em parêntesis incompletos, pontos finais sem fim, continuação da história, da mulher de saltos altos e meia de vidro no palco em delírios e sentavas-te

No caixão revestido de sorgo, amêndoas e chocolates fora de validade, acreditavas nas esplanadas junto ao rio, abrias as pernas, fincavas os dentes num pedaço de pano, sujo, imundo, húmidas as tuas mãos, e

Absorviam-te as palavras, desculpa-me, sentavas-te, sentavas-te, senti, sem ti, absorviam-te as palavras como se fosses um poema de amor, como se fosse uma rosa, uma nuvem, pássaro, ou uma árvores inventada pelas mãos de um apaixonado motorista dos machimbombos, com asas de de vodka, embebias os lençóis em sangue menstrual, limpidamente à janela de onde se observava a pastelaria, e quem diria

E entortavas-te nos lençóis embebidos em vodka, senti, sem ti,

E quem diria, que eu, um dia, acabaria como um lençol mutuário, sem testamento, herdeiros, e quem diria, que eu, um dia, sem ti e sinto, hoje, não propriamente hoje, ontem talvez, às vezes esqueço-me que já morri, defecado dentro dos orifícios das lilases masmorras de granito, os sexos murchos como as palmeiras da Baía de Luanda, quando o vento, as levava, e eu

E eu

Um vulcão,

E eu

Sentia-te,

E eu

Libertava-me das manhas de cacimbo, e o capim mergulhava nas coxas de linho construída por uma noite de insónia, e o cortinado tremia, e sentavas-te

Sentia-te,

Nos meus silêncios do inverno à lareira dos sonhos,

E eu

Não acreditei.

(Texto de ficção não revisto)
@Francisco Luís Fontinha


04.11.12


Inventas o medo nas cartas das palavras silêncios
sem perceberes que na tua boca vivem as sílabas do desejo
como a janela com vista sobre a cidade
quando cai a noite submersa na tua pele pergaminho

Inventas as mãos com que me acaricias
no regresso dos barcos do outro lado da cama
que a mesa-de-cabeceira derramou as flores sensíveis à luz dos teus olhos
inventas os sonhos
e os mármores e os granitos das paredes de vidro
quando cai a noite
submerso em ti o pergaminho azul da manhã depois do sexo se extinguir na neblina
que cobre as ardósia castanhas dos teus cabelos

Inventas-me e metade de mim é poema
inventas-me nas clarabóias que o mês de Janeiro desenhou no vento desassossegado
das roldanas engasgadas na ferrugem dos lábios do velho Armindo
sozinho
à minha espera
quando depois de me inventares
escreveres no céu nocturno de Lisboa
que o rio nunca existiu

(Inventas o medo nas cartas das palavras silêncios
sem perceberes que na tua boca vivem as sílabas do desejo
como a janela com vista sobre a cidade
quando cai a noite submersa na tua pele pergaminho)

Inventas o ciúme das palavras
que o meu corpo poema escreve nas sanzalas desgovernadas
que os machimbombos preguiçosos
comem as sombras das mangueiras
inventas o mar
e as areias brancas do Mussulo
e nunca esqueceste da cadeira onde me sento
inventaste a ilha e a cidade e a infância perdida em mim...

(poema não revisto)

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